Iraque revê número de mortes e acusa a Síria

Após uma revisão, funcionários iraquianos reduziram ontem para 77 o número de mortos nos cinco atentados lançados na terça-feira em Bagdá. O governo ainda acusou a Síria e militantes islâmicos do país vizinho pela onda de atentados na capital.

Reuters, AP e Efe, BAGDÁ, O Estadao de S.Paulo

10 Dezembro 2009 | 00h00

Na terça-feira, fontes policiais disseram que 127 pessoas haviam morrido nos ataques contra prédios do governo, uma universidade e um posto policial. No entanto, o porta-voz de segurança de Bagdá, major Qassim al-Moussawi, afirmou que um balanço feito pelo Ministério da Saúde chegou ao novo número de vítimas. Ele acrescentou que as explosões deixaram 513 feridos.

O premiê iraquiano, Nuri al-Maliki, pediu empenho do governo sírio para impedir que militantes sunitas ligados ao antigo partido Baath, de Saddam Hussein, usem o território sírio para planejar ataques contra o Iraque. Segundo Maliki, terroristas "baathistas e da Al-Qaeda vieram de fora do Iraque, com a ajuda de um país vizinho. Isso exige dinheiro e grande apoio da Síria, da Arábia Saudita ou de outro país. Esses Estados não estão alheios".

O governo do Iraque afirma que o regime sírio é complacente com os militantes sunitas e apresentou um documento que supostamente provaria ter ocorrido uma reunião entre o chefe da inteligência da Síria, Ali Mdouk, e militantes do Baath, descontentes com o atual governo iraquiano, de maioria xiita. Segundo o relatório, militantes e partidários do Baath conspiraram para promover ataques e enfraquecer o governo antes da eleição de março.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.