Irmandade do Egito pede reforma mais ampla no governo

A Irmandade Muçulmana, partido que já foi banido no Egito mas que atualmente tem um papel crescente no novo cenário político do país, rejeitou nesa segunda-feira uma reforma feita no governo e pediu a eliminação dos antigos membros do gabinete indicados pelo presidente deposto Hosni Mubarak.

YASMINE SALEH E PETER MILLERSHI, REUTERS

21 de fevereiro de 2011 | 08h36

Em uma tentativa de aplacar os ativistas pró-democracia, a reforma de gabinete na noite de domingo incorporou diversos opositores de Mubarak, mas desapontou aos ansiosos por uma nova equipe política. Pastas importantes como as de Defesa, Relações Exteriores, Justiça, Interior e Finanças permaneceram inalteradas.

Os novos líderes militares do Egito, que assumiram o poder após 18 dias de protestos que encerraram o regime de 30 anos de Mubarak, disseram que as mudanças na Constituição que viabilizam as eleições em seis meses deveriam estar prontas em breve, e que as leis de emergência seriam suspensas antes da votação.

Muitos partidários da democracia, que querem um gabinete completamente novo, sem ligações com a elite corrupta e autocrática de Mubarak, para governar a nação mais populosa do mundo árabe, e para isso, querem que as forças militares precisam coloquem novos representantes no governo.

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