Irregularidade em clínica pode ter causado cegueira

Investigação realizada pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) na clínica particular Instituto da Visão de Pernambuco, em Caruaru,apontou três fatores de risco que podem ter causado cegueira em quatro mulheres que se submeteram a cirurgias de catarata no final de março: deficiência na esterilização de materiais e instrumentais cirúrgicos, contaminação da água com coliforme e inadequada estrutura física.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

08 Maio 2012 | 21h25

As quatro pacientes apresentaram complicações no pós-operatório, com inflamação no globo ocular - provocada pela bactéria Serratia marcescens, do grupo Coliforme - evoluindo para uma cegueira irreversível. Cada uma delas perdeu a visão de um olho. Elas chegaram a fazer transplante de córnea, no Recife, na busca de recuperar a vista perdida. Sem sucesso.

A investigação, iniciada dia 30 de março, constou de inspeção sanitária na clínica, análise dos prontuários dos pacientes, livro de cirurgias e fichas de ocorrência, entrevistas com médicos, funcionários e pacientes e avaliação dos laudos de análise microbiológica da água.

O relatório final da investigação, divulgado nesta terça-feira, será, de acordo com o gerente geral da Apevisa, Jaime Brito, encaminhado para todos os órgãos que apuram o caso, a exemplo da Polícia Civil, Ministério Público estadual (MPPE) e Vigilância Sanitária de Caruaru, além das pacientes que ficaram cegas, no caso de pretenderem levar o caso à justiça. A clínica foi autuada e está interditada.

Mais conteúdo sobre:
saúde cegueira

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.