Isabella não foi asfixiada, sustenta Sanguinetti

O médico-legista George Sanguinetti, em entrevista coletiva realizada hoje, em São Paulo, afirmou ter entrado no caso da morte da menina Isabella Nardoni porque "havia informações nos laudos que não se mantinham". Ele lembrou ter 40 anos de experiência em medicina legal e insistiu que não houve asfixia mecânica. Sanguinetti mostrou croquis com as lesões que o corpo de Isabella apresentava e insistiu que o diagnóstico de que a menina tenha sido esganada não se mantém, pois havia lesões profundas no lado esquerdo do pescoço, mas, no lado direito, apenas hematomas. "Não há esganadura com uma mão só", argumentou.O médico-legista, contratado pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pelo crime, disse ainda não haver lesões nas vias respiratória superiores, traquéia e brônquios da vítima. As lesões do lado esquerdo do pescoço da menina, sustenta, aconteceram na queda, pois ela foi jogada do 6º andar. Sanguinetti ficou conhecido quando atuou no caso da morte do empresário Paulo César (PC) Farias, ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino, no dia 23 de junho de 1996.

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