Islâmicos dizem ter quase metade de vagas em eleição na Tunísia

O Ennahda, partido islâmico da Tunísia, citando suas próprias fontes não-oficiais, afirmou nesta terça-feira que a eleição do fim de semana deu-lhe mais de 40 por cento dos assentos na nova assembleia constitucional do país.

REUTERS

25 Outubro 2011 | 18h48

Ao anunciar os números na sede do partido, o diretor da campanha Abdelhamid Jlazzi afirmou: "Nós percebemos o significado disso ... o Ennahda agora é para o povo tunisiano, não apenas os seus apoiadores."

Ele disse que o partido vai iniciar consultas para a construção de novas instituições para representar o povo tunisiano.

"Nós não vamos deixar ninguém de fora das nossas consultas ... incluindo partidos políticos na assembleia e fora dela, e grupos da sociedade civil e sindicatos", disse Jlazzi.

"Não haverá ruptura. Haverá continuidade porque chegamos ao poder através da democracia, não com tanques ... Nosso partido irá trabalhar com a comunidade empresarial para melhorar a situação social e econômica."

A eleição na Tunísia aconteceu 10 meses depois de uma revolução que derrubou o presidente autocrático Zine al-Abidine Ben Ali e preparou terreno para os protestos da "Primavera Árabe" que têm reconstruído o cenário político do Oriente Médio.

Dois dias depois da votação, os resultados oficiais ainda não foram anunciados, mas os principais rivais do Ennahda reconheceram que o partido islâmico vai dominar a assembleia.

(Reportagem de Andrew Hammond)

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