Israel assina acordo de troca de prisioneiros com Hezbollah

Israelenses devem receber corpos de dois soldados e libertar prisioneiros libaneses.

Da BBC Brasil, BBC

07 de julho de 2008 | 16h21

Israel confirmou nesta segunda-feira ter assinado um acordo formal com o grupo militante Hezbollah que prevê a troca de prisioneiros e a devolução de corpos de soldados israelenses e guerrilheiros mortos durante anos de conflitos entre os dois lados.Segundo informações publicadas no site do jornal israelense Haaretz, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, confirmou por meio de nota que o negociador-chefe de Israel, Ofer Dekel, assinou o acordo, mediado pela ONU, no domingo.Na nota, o governo diz que a implementação do plano está sujeita a "alguns componentes", mas não especifica quais seriam as condicionantes.Israel deverá libertar cinco prisioneiros libaneses, e o Hezbollah deverá devolver dois soldados seqüestrados em julho de 2006.A captura de Ehud Goldwasser e Eldad Regev, na fronteira, detonou uma guerra no Líbano entre Israel e o grupo apoiado pelo Irã.O Hezbollah não fez comentários sobre o estado de saúde dos dois soldados, mas em Israel a morte deles é dada como certa. A troca, portanto, seria pelos corpos de Goldwasser e Regev.Segundo o Haaretz, entre os prisioneiros libaneses a ser libertados está Samir Kuntar, que está cumprindo prisão perpétua por matar um policial, além de um homem e sua filha de quatro anos, em 1979, na cidade de Nahariya.Devolução de corposTambém está prevista a devolução de dezenas de corpos de árabes, entre integrantes do Hezbollah, palestinos e outros árabes mortos em conflito com Israel. As autoridades israelenses dizem já ter dado início à exumação dos restos mortais em um cemitério no norte do país.O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse ao jornal Al Massae, do Marrocos, que há também corpos de "mártires" marroquinos.O gabinete israelense aprovou a troca de prisioneiros, na semana passada, com votos favoráveis de 22 votos dos 25 integrantes presentes na reunião.Antes da votação, Olmert fez a primeira admissão pública de que os dois soldados provavelmente foram mortos durante o seqüestro ou pouco depois dele.Um outro soldado israelense, Gilad Shalit, continua prisioneiro do grupo palestino Hamas.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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