Israel ataca Gaza após fim de trégua de militantes

Exército responde aos foguetes lançados pela Jihad Islâmica após israelenses matarem palestinos em Belém

Guila Flint, BBC

13 de março de 2008 | 10h20

Aviões israelenses atacaram nesta quinta-feira, 13, o norte da Faixa de Gaza, depois que militantes do grupo palestino Jihad Islâmica interromperam uma trégua de uma semana e lançaram foguetes contra o sul de Israel. O grupo acusou Israel de "sabotar" a trégua depois que soldados israelenses mataram quatro militantes palestinos na noite de quarta-feira em Belém, na Cisjordânia.   Veja também: Jihad lança foguetes contra Israel após ataque na Cisjordânia Os novos episódios de violência ocorreram depois de uma semana considerada a mais tranqüila dos últimos meses na região. Cerca de 120 pessoas, a maioria palestinos, morreram em episódios de violência envolvendo israelenses e palestinos só neste mês. A Força Aérea israelense disse que seu ataque teve como alvo um grupo que estava lançando foguetes, mas não há relatos de vítimas. O porta-voz do Jihad Islâmico na Faixa de Gaza, Daud Shihab, confirmou que grupo retomou o lançamento de foguetes contra o sul de Israel em represália à operação militar israelense em Belém. Poucas horas depois que soldados israelenses, disfarçados de palestinos, entraram na cidade e mataram três militantes do Jihad Islâmico e um integrante do Fatah, o Jihad Islâmico começou a lançar os foguetes do tipo Kassam contra o território israelense. Um dos foguetes atingiu uma casa na cidade de Sderot, mas não deixou feridos. Durante a manhã desta quinta-feira, foram lançados 13 foguetes e cinco morteiros contra o sul de Israel.  A retomada da violência ocorre em meio a tentativas do governo egípcio de intermediar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho do ano passado. De acordo com Daud Shihab, com o ataque em Belém, Israel "explodiu as tentativas do Egito e já não há mais sentido em se falar de um cessar fogo". O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, declarou que a operação militar em Belém "demonstra que Israel vai continuar perseguindo todos aqueles que têm as mãos manchadas de sangue de judeus, e não importa quanto tempo se passou". Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, denunciou a ação militar de Israel em Belém e a qualificou como um "ato de barbárie". Abbas afirmou que a ação "revela a falsidade do governo israelense, que diz que quer a paz, mas ao mesmo tempo continua cometendo diariamente crimes e assassinatos de palestinos". O Exército israelense afirma que os militantes mortos em Belém estavam envolvidos em atentados recentes contra alvos israelenses. A população de Belém decretou greve geral em sinal de luto pelos militantes mortos.     Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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