Israel começa a deportar ativistas de barcos interceptados

Autoridades israelenses começaram a deportar, neste sábado, ativistas pró-palestinos que tentavam romper o bloqueio naval israelense à Faixa de Gaza.

REUTERS

05 de novembro de 2011 | 12h16

Na sexta-feira, a marinha israelense interceptou uma embarcação canadense e um barco irlandês que carregavam 27 ativistas e suprimentos médicos haviam zarpado da Turquia rumo à Faixa de Gaza.

Um porta-voz da Autoridade de Imigração israelense afirmou que dois cidadãos gregos foram enviados para casa no sábado e dois jornalistas, um americano e outro espanhol, devem pegar seus voos no domingo.

Um cidadão israelense foi liberado, assim como uma mulher egípcia que voltou para o vizinho Egito durante a noite, disse o porta-voz. Os outros 20 ativistas estão sendo mantidos sob custódia em Israel e esperam a deportação.

Em maio de 2010, um destacamento de soldados embarcou em um navio turco de ajuda para fazer cumprir o bloqueio naval do enclave palestino e matou nove turcos no confronto com ativistas, alguns deles armados com facas e paus.

Não houve feridos na interceptação dos dois barcos na sexta-feira.

Israel tem bloqueado Gaza desde quando o grupo islamista Hamas tomou o controle do território, em 2007, citando a necessidade de prevenir o contrabando de armas.

Um relatório da ONU sobre a interceptação do navio de ajuda turco afirmou que o bloqueio foi uma "medida de segurança legítima", mas acrescentou que Israel utilizou força excessiva em sua incursão ao navio.

Grupos pró-palestinos por trás da última tentativa de chegar a Gaza pelo mar condenam o bloqueio como ilegal e desumano. Um porta-voz do grupo do navio irlandês disse na sexta que eles continuariam a enviar barcos até que o bloqueio seja retirado.

(Texto de Maayan Lubell)

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