Israel concorda em aliviar restrições na Cisjordânia, diz Blair

Enviado especial diz que medida inclui sanções contra viagens e comércio impostas aos palestinos

ADAM ENTOUS, REUTERS

13 de maio de 2008 | 08h26

Israel concordou em aliviar gradualmente as restrições a viagens e comércio impostas aos palestinos que vivem na Cisjordânia, disse Tony Blair, enviado ao Oriente Médio. As medidas reveladas por Blair um dia antes da visita do presidente norte-americano, George W. Bush, pretendem dar fôlego às negociações de paz entre israelenses e palestinos, que não têm avançado ultimamente. No entanto, um porta-voz do Exército israelense disse que muitas das mudanças seriam implementadas somente "no futuro" e sob a condição de que a segurança israelense não seja ameaçada. Blair disse em uma coletiva de imprensa: "Este é só o primeiro passo, mas um primeiro passo significativo".  Ele apresentou projetos de mudanças rápidas nas restrições que os palestinos chamam de punições coletivas, mas os israelenses consideram vitais para sua segurança. "Vai levar a uma melhora notória", disse Blair, acrescentando que as mudanças irão, no longo prazo, melhorar significativamente o movimento do norte ao sul e do leste para oeste no território da Cisjordânia. Blair disse que Israel irá diminuir as chancelas na cidade de Hebron, na Cisjordânia, nesta semana, além de realocar três outras, incluindo uma perto de Ramallah, que será retirada "assim que Israel considerar que a situação da segurança permite". O enviado apresentou a Israel uma lista de 12 chancelas, bloqueios de estradas e outras barreiras que devem ser removidas ou inspecionadas na Cisjordânia, mas, por enquanto, Israel concordou com apenas alguns dos itens. A lista foi a primeira do tipo apresentada pelo ex-premiê britânico desde que as lideranças o nomearam, em junho, para chefiar os esforços de reanimar a economia palestina. "Temos de mostrar sucesso nisto, para que possamos chegar à próxima fase. Passo por passo, progressivamente, vamos eliminar esses bloqueios e restrições", disse ele. Bush começa na quarta-feira uma visita a Israel, para comemorar o aniversário de 60 anos do país.

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