Israel divulga nome de palestinos que serão libertados

Israel tomou os primeiros passos neste domingo para uma troca de prisioneiros com o Hamas, em que centenas de militantes palestinos serão entregues em troca de um soldado israelense capturado, Gilad Shalit.

MAAYAN LUBELL, REUTERS

16 de outubro de 2011 | 11h14

A troca deve ser realizada na terça-feira e deve encerrar uma saga que tem se tornado uma obsessão para os israelenses há cinco anos.

Os portões de uma prisão no norte do Israel foram abertos na manhã deste domingo e três veículos fortemente protegidos saíram do local, transportando 15 mulheres palestinas detidas -- algumas fazendo o sinal de "V de vitória" -- para outra prisão, onde irão aguardar sua libertação junto com outras 12 mulheres e 450 prisioneiros homens para a troca.

O Serviço de Prisões israelense publicou uma lista dos 477 prisioneiros que serão libertados, junto com Shalit, na primeira etapa de um acordo mediado pelo Egito e a Alemanha, abrindo o caminho para que qualquer pessoa que se opuser à libertação apresente um recurso dentro de 48 horas.

"A não ser que haja intervenção da Suprema Corte, ou que alguém em Gaza fique louco, parece que o acordo será cumprido em dois dias", afirmou Yaakov Amidror, assessor de segurança nacional do premiê israelense Benjamin Netanyahu, à Rádio Militar.

Entre os nomes na lista estavam palestinos detidos por ataques em que dezenas de israelenses foram mortos. Ao menos cinco estavam presos desde que eram adolescentes.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, preparou uma cerimônia de boas-vindas digna de heróis para os 295 prisioneiros que serão enviados ao seu território. Trabalhadores montaram um palco externo e as ruas foram decoradas com bandeiras palestinas e do Hamas.

"Estou tão feliz, não sei o que farei. Como vou abraçá-lo? Já faz 20 anos", disse a mãe de Naseem al-Kurd, um membro do Hamas que foi condenado a oito penas de prisão perpétua em 1992, por ataques que mataram israelenses.

O israelense Shalit, um tripulante de tanque capturado em 2006 por militantes que atravessaram por túneis até Israel a partir da Faixa de Gaza e o conduziram à enclave, seria entregue no deserto do Sinai, no Egito, e transportado por avião para Israel.

A segunda fase da troca pede a libertação de 550 prisioneiros palestinos. No total, cerca de 6 mil palestinos estão detidos em prisões israelenses.

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