Israel diz que não negociará sob fogo, novo plano de trégua em Gaza é avaliado

Israel afirmou neste domingo que está preparado para ações militares prolongadas em Gaza e que não negociará sob ataque de foguetes ao mesmo tempo em que o Egito busca um novo plano de trégua para tentar manter vivas negociações indiretas entre israelenes e palestinos.

NIDAL AL-MUGHRABI E JEFFREY HELLER, REUTERS

10 Agosto 2014 | 10h57

Ataques aéreos de Israel mataram três palestinos em Gaza, incluindo um menino de 14 anos e uma mulher, afirmaram médicos, no terceiro dia de novos conflitos que prejudicaram os esforços do Egito, que também faz fronteira com o enclave, para acabar com as hostilidades que já duram um mês.

Desde que um trégua de três dias acabou na sexta-feira, os disparos de foguetes e morteiros palestinos se destinaram aos kibbutzim israelenses, ou fazendas coletivas, do outro lado da fronteira, no que pareceu ser uma estratégia de enfraquecer a moral do Estado judeu sem provocar uma outra invasão terrestre da Faixa de Gaza. 

Um mês de guerra matou 1.893 palestinos e 67 israelenses, além de devastar áreas de Gaza. Mas a pressão internacional para um cessar-fogo tem sido mais fraca do que em rodadas anteriores do conflito entre israelenses e palestinos dadas outras crises de segurança internacional.

O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse à Reuters que o Egito apresentou um novo plano de cessar-fogo para manter as negociações. Representantes israelenses haviam fugido para casa na sexta-feira, horas antes da trégua anterior acabar, e delegados palestinos ameaçaram ir embora a menos que eles voltassem.

Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Egito afirmou que um novo plano de cessar-fogo de 72 horas ainda estava sendo feito e que ainda é muito cedo para afirmar se um acordo seria alcançado.

"A delegação palestina dará sua posição à luz dos esforços egípcios e acontecimentos dentro de horas", disse Azzam Ahmed, autoridade do movimento Fatah que lidera a equipe palestina, a repórteres no Cairo.

Em Tel Aviv, o primeiro ministro Benjamin Netanyahu afirmou: "Israel não negociará sob fogo".

"Em nenhum momento declaramos que (a ofensiva militar de Israel) havia terminado. A operação continuará até que seu objetivo --a restauração da paz por um período prolongado --for atingido", afirmou ele em declarações públicas na reunião semanal de gabinete. "Eu disse no começo e durante a operação --isso levará tempo, e energia será necessária". 

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