Itália e Grécia dizem que reféns foram mortos na Nigéria

Sete reféns estrangeiros sequestrados no mês passado por um grupo islâmico nigeriano em um complexo de uma companhia de construção foram mortos, afirmaram neste domingo os Ministérios de Relações Exteriores da Itália e da Grécia.

Reuters

10 de março de 2013 | 11h57

O grupo Ansaru, filiado à Al Qaeda, disse no sábado que matou os reféns sequestrados em 7 de fevereiro, no Estado de Bauchi, no norte da Nigéria, por causa de tentativas de forças nigerianas e britânicas de libertá-los.

O grupo publicou fotos junto com o comunicado, afirmando que se tratavam dos corpos de um britânico, um italiano, um grego e de quatro trabalhadores libaneses que foram sequestrados da companhia Setraco, do Líbano. Um militante armado aparece diante dos corpos.

Autoridades nigerianas disseram neste domingo que ainda não tinham informações sobre qualquer morte e no sábado tinham manifestado ceticismo sobre a veracidade do comunicado do grupo.

Entretanto, o Ministério de Relações Exteriores da Itália afirmou: "Nossas averiguações conduzidas em coordenação com outros países preocupados com a situação nos leva a acreditar nas notícias sobre a morte dos reféns sequestrados no mês passado."

O ministério grego emitiu comunicado afirmando: "A informação que temos mostra que o cidadão grego está morto", disse o ministério, acrescentando que já informou a família da vítima.

Os governos do Reino Unido e do Líbano se recusaram a comentar o assunto.

Grécia e Itália afirmaram que não houve qualquer tentativa de forças governamentais para libertar os reféns.

"Lançamos uma investigação para saber o que realmente aconteceu, mas, por ora, não podemos realmente dizer se o comunicado do grupo é verdadeiro ou não", afirmou o porta-voz da polícia do Estado de Bauchi, Hassan Mohammed Auyo.

Tudo o que sabemos sobre:
NIGERIAREFENSMORTOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.