Itália prorroga anistia fiscal para dinheiro vindo da Suíça

Em menos de três meses, italianos retiraram 100 bilhões de suas contas secretas na Suíça e, em uma medida desesperada para arrecadar recursos, o governo de Roma amplia o prazo para a anistia fiscal até abril de 2010. Em outubro, a Itália declarou anistia a todos os italianos que trouxessem recursos de volta ao país de suas contas na Suíça. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a medida não será suficiente para que se cubra o rombo fiscal.

Jamil Chade, CORRESPONDENTE, GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

18 Dezembro 2009 | 00h00

Temendo o cerco contra os bancos suíços e uma reforma na lei das contas secretas na Suíça, milhares de correntistas e empresas italianas optaram por repatriar o dinheiro. A única taxa que os correntistas de contas secretas deveriam pagar era de 5%.

O ministro de Finanças italiano, Giulio Tremonti, liderou campanhas com ampla cobertura midiática para dar a seguinte mensagem: paguem os 5% de taxa ou encarem multas pesadas.

Para o governo italiano, o retorno dos recursos significa um aumento na arrecadação de 5 bilhões. O volume repatriado é quase 30% superior ao que o governo estimava. Com a nova ampliação da anistia, a esperança agora é que outros 30 bilhões voltem ao país. Isso significaria mais 1,8 bilhão em impostos arrecadados.

Mas se a operação é um sucesso para a Itália, a retirada do dinheiro é um terremoto para a Suíça. Os 100 bilhões representam 20% de todo o dinheiro que os italianos mantinham nas contas secretas.

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