Italiana em coma pode ser transferida para realizar eutanásia

Clínica privada pode estar disposta a desligar alimentação artificial de Eluana Englaro; família não confirma

Efe

16 Dezembro 2008 | 15h51

A última viagem da italiana Eluana Englaro, de 37 anos e que está em estado vegetativo há 17, poderia começar nesta terça-feira, 16, a bordo de uma ambulância que a levaria para longe de Lecco, cidade onde sempre viveu, e a transferiria para Udine.   Veja também: Líder de Toscana pede que clínicas façam eutanásia de Eluana Hospitais se negam a fazer eutanásia autorizada na Itália Corte européia rejeita protestos contra eutanásia de italiana Tribunal de Estrasburgo receberá recurso contra eutanásia Eutanásia de mulher que vegeta há 17 anos divide Itália Mulher italiana em coma deixará de receber alimento   Assim anunciou o jornal Il Gazzettino, que revelou até o nome da clínica privada Città di Udine, onde Eluana poderia ser desligada da sonda que a alimenta e hidrata, e a mantém viva.   A família da jovem não confirmou nem desmentiu a notícia, mas o desejo do pai, Giuseppe Englaro, sempre foi que a filha morresse e fosse enterrada em Udine, depois que a Corte Suprema da Itália autorizou o desligamento da sonda.   Eluana permanece no hospital Santa Maria da Misericórdia ao cuidado de freiras que pediram para ficarem com ela, e que a mulher não tivesse a alimentação desligada.   O chefe do Governo da região de Friuli-Venezia Giulia, Renzo Tondo, a princípio, estava de acordo com o pai de Eluana até que o Tribunal Superior ditou a sentença e ele preferiu se pronunciar com um "sem comentários".   A Igreja de Friuli já se mobilizou. O bispo de Udine, monsenhor Pietro Brollo, declarou que sua posição é a mesma que a do Vaticano, ou seja, não à eutanásia, porque Eluana é um ser vivo que respira sozinha e apenas precisa de alimento.

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