Italiano procurado há 26 anos é preso no litoral de São Paulo

Polícia italiana desconfiou que Pierluigi Bragaglia, acusado que pertencer a grupo terrorista, estivesse no Brasil

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

03 de julho de 2008 | 20h44

O italiano Pierluigi Bragaglia foi detido nesta quinta-feira, 3, pela Polícia Federal em Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Segundo a PF, Bragaglia, que nasceu em 1960 em Roma, é procurado pelas autoridades italianas há mais de 26 anos, sob acusação de fazer parte de um grupo terrorista italiano denominado Grupos Armados Revolucionários (NAR), de extrema direita.   Pertencente a uma família de grande poder aquisitivo na Itália, Bragaglia foi condenado pela Corte de Apelação de Roma, em 17 de junho de 1988, em caráter irrevogável, a uma pena de 12 anos e 11 meses, acrescida de 3 anos de liberdade vigiada, decorrente da soma de vários crimes, como constituição de bando armado, assalto agravado, seqüestro de pessoas, detenção e porte abusivo de munição e armamento de guerra.   A polícia italiana começou a suspeitar que Bragaglia poderia estar no Brasil há pelo menos um ano e quando essa suspeita tornou-se uma possibilidade concreta, comunicou à Polícia Federal, que, após diligências que duraram cerca de quinze dias, conseguiu localizá-lo.   O estrangeiro, que era proprietário de uma pousada em Ilha Bela, também foi autuado por falsidade documental (carteira de motorista, CPF e outros, em nome de Paolo Luigi Rossini Lugo); posse ilegal de arma, uma vez que possuía um revólver calibre 38 sem registro em sua residência; e fraude de lei sobre estrangeiro (usar o estrangeiro para entrar ou permanecer em território nacional, nome que não é seu), previsto no artigo 309 do Código Penal.

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