Itamaraty: revisão do acordo com México tem objetivo triplo

A renovação do acordo automotivo entre Brasil e México também serviu para dar segurança jurídica aos investidores dessa área, avalia o porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, além de ajudar no reequilíbrio da balança comercial nesse setor entre os dois países.

REUTERS

16 Março 2012 | 16h56

Na quinta-feira, representantes brasileiros e mexicanos confirmaram a revisão do acordo que vigora desde de 2002 e, agora, inclui um cota de trocas comerciais para os próximos três anos. Além disso, os dois países se comprometeram a elevar a quantidade de conteúdo regional nos veículos comercializados no âmbito do acordo.

Para Nunes, a renovação cumpre objetivo triplo, entre eles dar previsibilidade às montadoras.

"(Um dos objetivos) era criar um marco legal previsível. Nós estamos falando de montadoras internacionais que querem prever os investimentos que devem fazer em razão de mercado existente", explicou o porta-voz.

Outra meta que foi atingida com a renegociação, na avaliação de Nunes, é que os dois países querem atrair investimentos e o aumento do percentual de conteúdo regional de peças colabora para isso.

Pelo novo documento acertado entre os dois países, o conteúdo regional saltará dos atuais 30 por cento para até 45 por cento, no caso do México. No caso brasileiro, como o acordo envolve os demais países do Mercosul, essa exigência de conteúdo regional deve subir de 65 por cento para até 75 por cento.

E no caso específico do Brasil, o porta-voz também apontou outro objetivo atingido com a renovação.

"No caso brasileiro temos interesse em aumentar e sofisticar nossa produção. Isso fará parte de um esforço global por parte da indústria de aumento de valor agregado e a expectativa é que o Brasil consiga aumentar sua competitividade", analisou o embaixador.

"O Brasil não quer ser um depósito ou intermediário só consumidor de veículos, ele quer aumentar ainda mais a presença das montadoras", acrescentou.

Nunes afirmou ainda que não está em análise por parte do Brasil a revisão de outros acordos bilaterais na área comercial.

(Por Jeferson Ribeiro)

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