Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

'Já assimilaram meu carnaval', afirma Paulo Barros

O campeão do carnaval do Rio e principal carnavalesco do País chama de 'críticos-naftalina' quem o considera repetitivo

Fábio Grellet , O Estado de S. Paulo

06 Março 2014 | 21h33

Campeão em três dos últimos cinco desfiles das escolas de samba do Rio, o ex-comissário de bordo Paulo Barros, de 51 anos, é atualmente o principal carnavalesco do País. O título conquistado nesta quarta-feira, 5, porém, foi o primeiro contestado por uma parcela do público, antes unânime em aplaudi-lo. Em entrevista concedida nesta quinta-feira, 6, ao Estado, o carnavalesco chama de "críticos-naftalina" quem o considera repetitivo, e diz que finalmente os jurados entenderam seu estilo, caracterizado por alegorias e fantasias que explicam o enredo.

Os jurados mudaram ou você se adaptou ao gosto deles?

Em relação a 2004 (quando, estreante no Grupo Especial, inovou com a alegoria humana que representava o DNA), não vejo como pior ou melhor. Na época tudo era novidade. Hoje as pessoas já assimilaram meu estilo (para os ''críticos-naftalina'', repetição). Os julgadores se convenceram de que esse é meu estilo, me preocupo em produzir alegorias e fantasias que ''dão recado ao enredo''.

Pela primeira vez algumas pessoas fazem críticas ao seu estilo. Como vê isso?

Esse discurso vem dos torcedores de concorrentes. Acabo de sair de uma gravação em um shopping e quase não consigo sair de lá. Milhões de elogios do povo e milhares de mensagens de carinho.

Em comparação com outros carnavalescos, você demonstra muita tranquilidade durante o desfile, sambando descontraído. Qual é o segredo?

Coloco a escola toda na avenida, na concentração. Quando entra o último componente, me sinto realizado e feliz, e deixo a alegria tomar conta.

 

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