‘Jamais imaginei que seria tão simples’

DEPOIMENTO/Thais Caramico,

15 de fevereiro de 2011 | 16h00

Primeira vez é assim: dá nervoso, o coração acelera, difícil controlar. E eu jamais imaginei que seria tão simples. Bastava acreditar no que o instrutor, durante a rápida aula, ainda no barco, dizia: "Você só não pode esquecer de respirar. O resto eu faço por você". Tá bom! Topei, assim, vestir os trajes de neoprene. Joguei o cilindro nas costas, aprendi meia dúzia de sinais e afundei. Impressionante como tudo é mais fácil quando você deixa o corpo agir naturalmente e relaxa. E como não relaxar na água?

 

Naquela ausência completa de ruídos, na variedade de cores que não dá para explicar. Ou melhor, dá para definir, mas nunca vai ser igual ao que se vê debaixo d’água. O sol encontra o mar e provoca reflexos de luzes que fazem brilhar os cardumes, os corais, os naufrágios...

 

Vez ou outra você precisa despressurizar os ouvidos, apertando o nariz e fazendo força como quem desce a serra. No mais, o instrutor não larga a sua mão. É ele quem controla, com seu aval, o momento de descer, subir, virar. O tempo passa e você nem percebe - e, ao sair do mar, dá vontade de voltar. Pronto, está batizada, com água derramada no corpo todo. E, agora, pode levar a vida em paz. Que pecado mesmo é passar sem essa bênção.

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