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Japão suspende temporariamente a caça às baleias na Antártida

O Japão decidiu suspender temporariamente a caça de baleias na Antártida. O país alega que os tripulantes dos navios baleeiros estão em risco por causa da perseguição e dos ataques feitos pela ONG Sea Shepherd - os japoneses dizem que os ativistas têm agido de forma violenta.

, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

Apesar de a caça ter sido proibida em 1986, os japoneses têm permissão para fazer o que chamam de caça científica. Neste ano, tinham o direito de caçar 945 baleias para realizar pesquisas, mas ficaram abaixo da cota. A carne das baleias mortas pode ser vendida no mercado interno. Segundo Tatsuya Nakaoku, da agência de pesca japonesa, a caça deve ser retomada quando as condições forem consideradas mais seguras. Porém, ele não informou por quanto tempo a suspensão deve ser mantida.

O Sea Shepherd comemorou a decisão. "Deviam ter suspendido há 10, 15 anos. É moralmente e legalmente errado matar baleias", afirma Grant Pereira, ligado à ONG. O brasileiro George Guimarães, nutricionista e defensor dos direitos dos animais, participou dessa campanha do Sea Shepherd. "É gratificante ver o resultado do trabalho", diz. Ao encontrar e conseguir bloquear o navio da frota, Nisshin Maru, a ONG impediu que os japoneses continuassem caçando. "Na campanha passada já tiveram prejuízo. Nesta, será ainda maior. Não vale a pena manter a tripulação na Antártida sem conseguir caçar."

Em 2010, dois ativistas do Greenpeace foram condenados a um ano de prisão após terem sido acusados de furtar uma caixa de carne de baleia - eles tentavam denunciar o tráfico ilegal do produto. / AFRA BALAZINA E ANDREA VIALLI, com AGÊNCIAS

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