JBS espera continuidade de resultados sólidos no Mercosul

O JBS, gigante do setor de carnes, espera que o bom desempenho da empresa no Mercosul em bovinos e couros continue no próximo trimestre, afirmou o presidente do grupo, Wesley Batista, nesta quarta-feira.

Reuters

15 de agosto de 2012 | 11h41

Batista também demonstrou otimismo com a operação de aves nos Estados Unidos, mas reconheceu que o segmento terá de enfrentar o desafio da alta dos grãos. Ele ponderou que será necessário repassar custos para compensar os insumos mais caros.

A companhia trabalha com um cenário favorável, especialmente para o Brasil no segundo sementre, depois da expansão realizada recentemente, quando foram agregadas dez unidades de bovinos no Brasil, com capacidade de abate de 2 milhões de cabeças/ano.

"Vamos ter sólidos resultados nos próximos anos, e que serão sustentáveis devido ao ciclo de baixa do gado, ao câmbio (valorização do dólar) e da melhor utilização da capacidade instalada", afirmou Batista em teleconferência para detalhar resultados do segundo trimestre.

O JBS registrou lucro líquido de 169,5 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período do ano anterior, de 180,8 milhões de reais. O resultado foi atribuído à expansão e melhora da receita no negócio de bovinos.

As ações do JBS operavam em alta de 0,36 por cento, enquanto o Ibovespa caía 0,7 por cento, às 11h20.

Segundo Batista, na prática, o lucro líquido atingiu 212 milhões de reais, uma vez que o ajuste aplicado no resultado representa o provisionamento do imposto de renda no passivo, um valor registrado em caixa, mas que não foi desembolsado.

Com o processo de expansão e a melhora das exportações do Brasil no período, o JBS registrou um aumento da necessidade de capital de giro, o que tende a ser reduzido no próximo semestre. "O que tinha para consumir de capital de giro pela necessidade de expansão já veio", afirmou o presidente.

Batista disse na teleconferência que o mercado interno para carne bovina deverá ter um segundo semestre melhor, mas não será nada "eufórico".

O diretor de relações com investidores, Jeremiah O'Callaghan, disse esperar um aumento do volume exportado de carne bovina do Brasil, mas o preço pode ceder um pouco, afirmou.

(Reportagem de Fabíola Gomes)

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