JBS reverte prejuízo e tem lucro de R$169,5 mi no 2o tri

A maior companhia de carne bovina do mundo, a brasileira JBS, registrou lucro líquido de 169,5 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período do ano anterior, de 180,8 milhões de reais.

Reuters

14 de agosto de 2012 | 20h22

O resultado ficou acima das expectativas do mercado. Analistas ouvidos pela Reuters esperavam, em média, um lucro de 119 milhões de reais.

O resultado operacional medido pelo Ebitda somou 1,01 bilhão de reais no período, crescimento de 72,3 por cento ante o segundo trimestre de 2011, segundo comunicado da companhia ao mercado divulgado nesta terça-feira.

A receita líquida atingiu 18,5 bilhões de reais no segundo trimestre, 26,3 por cento superior ao mesmo período de 2011.

"A elevação da receita se deu, principalmente, em decorrência da expansão do negócio de bovinos no Brasil, pelo aumento da receita da unidade de bovinos nos EUA...", disse a companhia, acrescentando também que a desvalorização do real em relação ao dólar americano no período teve efeito positivo na consolidação dos resultados.

O JBS Mercosul foi destaque no trimestre e obteve receita de 4,31 bilhões de reais, alta de 19,4 por cento, "reflexo principalmente do aumento do número de cabeças abatidas e do maior volumes de vendas".

"O resultado desta unidade de negócios reflete a melhora no ciclo da pecuária brasileira e melhorias internas como ganhos de eficiências operacionais e sinergias. A administração da JBS segue confiante na melhora do ciclo do gado no Brasil e aumento da disponibilidade de gado para abate para os próximos anos", destacou a empresa.

Já a unidade de frangos nos EUA (Pilgrim's Pride Corporation) apresentou receita líquida de 2 bilhões de dólares e Ebitda de 125,7 milhões de dólares no período, revertendo o resultado negativo apresentado no segundo trimestre de 2011.

O JBS USA Carne Bovina registrou receita líquida de 4,26 bilhões de dólares, alta de 7,6 por cento ante o mesmo período do ano passado.

A dívida bruta da companhia aumentou 11,1 por cento em relação ao primeiro trimestre, para 20,75 bilhões de reais, em função da desvalorização do real em relação ao dólar, que foi de 10,9 por cento no mesmo período. Excluindo o efeito da variação cambial, a dívida bruta permaneceria praticamente estável, completou a empresa.

A companhia encerrou o trimestre com 5,475 bilhões de reais em caixa, "superior a 110 por cento da dívida de curto prazo, o que demonstra uma liquidez confortável".

(Por Roberto Samora; edição de Leila Coimbra)

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