Jean-Baptiste Bourotte- Audy e a terceira geração

Região de Bordeaux:

O Estado de S.Paulo

21 Junho 2012 | 03h13

Pomerol

Vinho: Château Bonalgue

Se Alice Cathiard é a melhor representante dos que vieram de fora e viraram produtores de vinho, Jean-Baptiste é o arquétipo do outro perfil de membro do grupo Oxygène: o insider.

Bordelês, terceira geração de família de negotiants (revendedores de vinhos, estabelecidos nos cais dos dois rios que cortam a região, o Dordogne e o Garonne), dirige hoje a empresa fundada pelo avô. Mas os Audys também foram picados pela mosca vinícola e compraram châteaux (o mais expressivo deles é o Bonalgue), além de exportarem diversos produtores minúsculos da região. Em uma manhã passada com ele, provei duas dezenas de vinhos que negocia, brancos e tintos.

Destaco os que se encontram no Brasil, importados pela Ravin (tel. 5574-5789). O ótimo e elegante Château Bonalgue (no catálogo está o 2007, por R$ 328), um achado, taninos presentes, mas muito finos, carnudo, refinado. Já pode ser bebido, mas vai ganhar com a espera. Em um almoço com a família Audy, bebi um 1985, estava espetacular.

Dos vinhos de negotiant, há o Château La Croix du Duc 2010 (R$ 55), muito frutado, para beber logo e bem fácil de consumir, até pelo preço. O mais classudo, Château Le Vieux Serestin 2006, por R$ 98. E meu favorito, top da minha degustação de bordeleses de bom preço, publicada na coluna meses atrás: o Rocher-Calon 2008, um excelente Pomerol, em que um toque de Cabernet Franc dá vivacidade à Merlot bem madura. Por R$ 104, é um exemplo de que vinho da região mais valorizada do mundo (estão lá o Pétrus, o Chéval Blanc e outros nomes assim...) não precisa explodir o orçamento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.