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Jeitinho brasileiro faz o sucesso de 9 MM

Histórias dos protagonistas ganham foco no 2º ano da série policial que estreia terça na Fox

Alline Dauroiz - O Estado de S.Paulo,

14 Junho 2011 | 06h00

A combinação da falta de recursos da polícia, com a burocracia da Justiça e bandidos extremamente bem organizados - características bem brasileiras - faz com que as séries policiais nacionais sejam um produto único, quiçá na TV mundial. Em 9 MM, primeira série nacional da Fox, lançada em 2008, esses ingredientes levaram o canal ao primeiro lugar na TV paga e garantiram uma segunda temporada para a trama, que estreia nesta terça-feira, às 22 horas, após um hiato de quase dois anos.

Ao Estado, o produtor executivo e um dos criadores da série Roberto d’Avila explica que o adiamento da 2.ª leva, filmada de janeiro a março de 2010, ocorreu após a Ancine, financiadora do projeto, atrasar a liberação do dinheiro "em função de mudanças nas regras de todos os programas, usando o artigo 39", somado a uma estratégia de programação da Fox, que preferiu esperar a Copa do Mundo passar e valorizar o produto neste primeiro semestre.

Agora, a história que retrata com crueza o cotidiano da Divisão de Homicídios de São Paulo terá apenas sete episódios e personagens mais aprofundados. Além disso, o tema "impotência da segurança pública frente ao crime" dá lugar ao mote "famílias dilaceradas", explorado tanto na vida dos cinco protagonistas - o delegado Eduardo (Luciano Quirino) e os investigadores Horácio (Norival Rizzo), Luiza (Clarissa Kiste), 3P (Nicolas Trevijano) e Tavares (Marcos Cesana) - , como nos casos resolvidos a cada semana. No 1.º episódio desta safra, O A mor É Lindo, uma mulher alega estar sendo morta lentamente pelo marido, médico. Também haverá casos de filhos que tentam matar a família e de estupro.

Anti-herói. Investigado pela corregedoria da polícia, Horácio ganha foco neste ano. Suas relações com Ferreira, seu ex-amigo e hoje criminoso, serão esclarecidas, assim como seu passado ligado a torturadores na ditadura. "Ele enfrentará seus fantasmas", diz o diretor Michael Ruman, por telefone.

O diretor explica que, por se tratar de um ex-torturador, o trabalho com o personagem de Rizzo é dos mais delicados, mas o público se identifica com aquele homem.

"Humanizamos o personagem. É como se o espectador fosse pra casa com ele e visse que ele não é aquele canalha. Além do que, ele não tem moralismo, o ranço do politicamente correto... Ah! Adoro esse personagem."

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