Jobim adia início da nova malha aérea para dia 21

O início do funcionamento da nova malha aérea desenhada para evitar caos durante a alta temporada foi adiado de sábado para o dia 21 - entrará em operação quatro dias antes do Natal. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que as empresas aéreas demoraram a entregar as propostas de remanejamento dos vôos ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica e, por isso, não será possível fechar a nova malha até sábado. No dia 21, também entram em vigor as medidas da Defesa para evitar tumulto nos aeroportos. O plano emergencial do verão vai durar até 15 de março.O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) negou que tenha atrasado a entrega do projeto da nova malha que vai vigorar durante a alta temporada. Dirigentes do Snea informaram que a proposta das empresas foi entregue há 15 dias. Na quinta-feira, representantes do Decea e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo o Snea, pediram uma série de "ajustes", que variam de acordo com cada empresa. A nova proposta será apresentada na próxima semana. Segundo os dirigentes, na reunião de quinta-feira, ficou acertado que a nova malha entrará em vigor no dia 21. Hoje, Jobim apresentaria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um novo plano para a aviação civil e discutiria as obras prioritárias nos aeroportos, como a terceira pista do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na Grande São Paulo, mas a audiência foi adiada para terça-feira por dificuldades na agenda presidencial.Entre as medidas do plano para a alta temporada, está a redução do número máximo de pousos e decolagens no Aeroporto Internacional de Congonhas de 33 para 30 para evitar o congestionamento de aviões no pátio. As empresas aéreas também terão de se programar para operar em Congonhas com as características do pouso e decolagem em pista molhada, independente das condições climáticas. Com isso, terão de voar com os aparelhos mais leves do que estariam no caso de pista seca. Segundo a assessoria do Ministério da Defesa, o objetivo é "reduzir as situações em que um avião programado para pousar com pista seca seja surpreendido com chuva em Congonhas e tenha de ser desviado para outro aeroporto". CongonhasOutra mudança em Congonhas é a antecipação das 23 para 22h30 do horário limite para pousos e decolagens. O fechamento do aeroporto continuará às 23 horas, mas, com a medida, as empresas terão margem de meia hora para garantir as operações. "Quando o pouso ou decolagem não é feito até 23 horas, os passageiros são prejudicados, pois são levados até outro aeroporto, ou embarcam no dia seguinte", diz a nota do ministério divulgada hoje.Entre as alterações de longo prazo, que irão além do plano emergencial de verão, está o aumento das tarifas cobradas das empresas para longas permanências no aeroporto de Guarulhos, com o objetivo de estimular a transferência de escalas e conexões no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão, que deverá oferecer descontos nas tarifas. Em Congonhas, também haverá aumento progressivo das tarifas de permanência para evitar atrasos dos vôos.

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

28 de novembro de 2007 | 20h32

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