Jobim: atuação de tropas no Haiti pode servir para o Rio

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reconheceu hoje que a atividade desenvolvida pelo Exército brasileiro no Haiti é típica de "manutenção da lei e da ordem", isto é, uma operação de segurança pública, e que, por isso, pode patrocinar um estudo sobre o emprego da tropa em missão semelhante no Rio de Janeiro. Jobim ressalvou que, para isso, é preciso mudar a legislação brasileira. Indagado se o Haiti pode ser laboratório para o Brasil, o ministro respondeu: "Quanto ao problema da expertise, não tenha dúvida nenhuma".  - Haiti é laboratório para operação do Exército para o Rio - Exército e PM do Rio treinam estratégia conjunta em favela - População de favela tem treinamento militar como rotina- Experiência no Haiti dá know-how militar ao Brasil  Acompanhe a ação do Exército com a PM no morro do Rio Acompanhe uma patrulha na região mais violenta do HaitiO ministro chegou hoje ao país para uma viagem de três dias. Ele visitou o Batalhão Haiti e assistiu a uma palestra do subcomandante das tropas brasileiras, coronel Thomas Miguel Ribeiro Paiva. O próprio coronel deixou claro que a missão da tropa, no início, era de combate convencional, mas que, neste momento, é tipicamente de garantia da lei e da ordem. Ele disse que o trabalho é de controle de gangues e patrulhas ostensivas a pé, tentando devolver a segurança à população.Sobre a possibilidade de saída das tropas brasileiras do Haiti, o ministro da Defesa disse que essa não é uma decisão do governo brasileiro. "A decisão sobre isso é da ONU", avisou. Lembrou, no entanto, o que informou o comandante do batalhão e o embaixador do Brasil no Haiti, Paulo Cordeiro, que isso não é possível neste momento, por causa dos problemas que a retirada geraria. Segundo o coronel Thomaz, se as tropas brasileiras deixarem agora o pais, seguramente os bandidos retomarão as áreas controladas.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

03 de setembro de 2007 | 20h17

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