Jornal de alunos de Farmácia prega homofobia

O governo de São Paulo, por meio da coordenadoria para Políticas Públicas de Diversidade Sexual, anunciou ontem que denunciará por discriminação e registrará um Boletim de Ocorrência por crimes de injúria e incitação à conduta criminosa contra os responsáveis pelo jornal estudantil O Parasita, de alunos de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP).

, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2010 | 00h00

Na edição de abril/maio, o periódico que circula pela internet cita um caso de agressão anterior e promete dar convites para uma festa universitária a quem jogar fezes em um homossexual.

"Nossa posição é de repúdio total. O governo vai mobilizar todo o esforço possível para impedir que tal ação fique sem uma resposta adequada", afirmou Dimitri Sales, coordenador para Políticas de Diversidade Sexual do Estado. Além das denúncias, a coordenadoria também estuda entrar com um pedido de medida cautelar para cancelar a realização da festa citada.

Sales disse ainda que, apesar de não usarem nomes verdadeiros, não deve ser difícil identificar os autores do jornal. O texto, com palavras de baixo calão, é assinado pelo pseudônimo "Joãozinho Zé Ruela"; "Marquinhos Fluminense" consta como editor-chefe.

Questionada, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade (FCF) da USP divulgou nota afirmando que "não tem conhecimento nem apoia essa publicação" e desconhece os seus autores. "A faculdade tomará as medidas jurídicas cabíveis para reprimir esse tipo de publicação."

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