Jornalista Reali Júnior é homenageado em missa

Mais de 350 pessoas assistiram ontem à missa de 7.º dia, celebrada na Igreja de São Domingos, em intenção do jornalista Elpídio Reali Júnior, que morreu sábado, aos 71 anos, na capital. A esposa Amélia, as filhas Luciana, Adriana, Cristiana e Mariana, e os cinco netos ocuparam as primeiras fileiras de bancos, ao lado de outros familiares. O prefeito Gilberto Kassab e outros políticos também compareceram à missa.

, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

Frei Oswaldo Rezende, frade dominicano que viveu uma temporada na França, presidiu a cerimônia e falou sobre a carreira de Reali Júnior. Ele salientou a resistência do jornalista à ditadura militar no Brasil e de seu trabalho em Paris, onde foi correspondente de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde e da Rádio Jovem Pan por 38 anos. "Reali sempre lutou pela liberdade de imprensa, em busca da verdade, só da verdade e de toda a verdade", disse frei Oswaldo. O advogado e ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, amigo de Reali desde a adolescência, falou no fim da celebração e lembrou a militância do amigo no movimento estudantil.

O repórter José Maria Mayrink, do Estado, agradeceu, a pedido de Amélia Reali e suas filhas, a amizade da família Mesquita e dos Fernando Vieira de Melo, pai e filho, aos quais Reali Júnior foi muito ligado, enquanto trabalhou no Grupo Estado e na Rádio Jovem Pan. Em seguida, o jornalista Flávio Prado, da Jovem Pan, recordou o trabalho de Reali como radialista. "Quem trabalhava com Reali se sentia elevado", disse. Dezenas de amigos presentes foram colegas dele nas duas empresas. Um sobrinho do jornalista, o neto e as quatro netinhas falaram da saudade e da dor que sentiam.

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