Jovem cardeal defende diálogo entre religiões

A mensagem de renovação, apontada como prioridade dos católicos para o novo papado, pode ser transmitida com a escolha do húngaro Peter Erdö. O arcebispo de Esztergom-Budapeste foi durante muito tempo o cardeal mais jovem da Europa e hoje, aos 60 anos, prega contra a secularização e tem relação próxima com a África.

O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h03

Proclamado cardeal em 2003 por João Paulo II, primeiro papa oriundo de um país da extinta União Soviética, Erdö é visto como um líder em potencial para estreitar os laços com as Igrejas ortodoxas. Fluente em sete línguas, presidiu por seis anos o Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

O pulso firme e as convicções fortes podem contar a seu favor. "Os cardeais, desde a Idade Média, sempre têm dado suas opiniões sobre todos os temas que os interessam porque seu dever é representar a fé, a esperança e o amor", disse ele ao jornal húngaro Nepszabadsag.

A participação do jovem cardeal não se resume ao discurso. Ativista na evangelização das novas gerações, defende o diálogo com outras religiões, especialmente com o judaísmo. Em abril passado, durante marcha celebrada em Budapeste para lembrar vítimas do Holocausto, ressaltou que o antissemitismo não tem lugar dentro do cristianismo. / AP e REUTERS

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