Jovem é morto em perseguição policial em Santos-SP

A perseguição policial a um carro com seis pessoas, no início da madrugada desta quinta-feira, no Morro do São Bento, em Santos (SP), resultou na morte de um jovem de 19 anos e em outros dois feridos: um rapaz de 20 anos e uma adolescente de 15 anos. Por não atenderem a ordem de parada dos policiais, o veículo acabou sendo alvejado com mais de 25 tiros. A morte do jovem Bruno Vicente Gouveia Viana está sendo investigada pelo comando da Polícia Militar (PM), uma vez que os jovens afirmam que não atiraram contra os policiais.

ZULEIDE DE BARROS, Agência Estado

19 de julho de 2012 | 19h22

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no 1º Distrito Policial, passava da meia-noite quando a viatura policial em patrulhamento na altura da Lagoa da Saudade, no Morro da Nova Cintra, avistou o carro ocupado pelos jovens. Segundo relato dos policiais, ao avistarem a viatura na pista contrária, os rapazes engataram em marcha à ré, em alta velocidade, como se fugissem da polícia. Eles até teriam ultrapassado sinais vermelhos. Foi nesta ocasião que outra viatura foi acionada para dar apoio.

Em nova abordagem, já no Morro do São Bento, nova ordem de parada foi dada, mas os jovens não atenderam à determinação policial, quando o carro foi alvejado. Inicialmente foram dois tiros. Como o carro prosseguiu em disparada, os policiais atiraram mais quatro vezes, cada um. Os jovens atingidos estavam no banco traseiro do carro.

Segundo afirmou o condutor de veículo, José Luiz Lima, de 28 anos, ele não parou o veículo porque não possuía carteira de habilitação e o carro, com placa de Praia Grande, havia sido emprestado por um amigo. José Luiz também negou que tivesse atirado na polícia, embora os policiais tenham afirmado que encontraram um revólver calibre 22 e uma arma de brinquedo, no assoalho do carro.

Todos esses fatos estão sendo investigados pelo comando da PM. Os dois soldados que ocupavam a viatura, responsáveis pela primeira abordagem, foram detidos e se encontram no Presídio Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. No quartel do 6º Batalhão da PM, em Santos, nenhum comandante quis se pronunciar até o início da noite desta quinta-feira.

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