Jovens latino-americanos são os que mais se matam, diz estudo

Ao contrário do restante do planeta, porém, pesquisa aponta que América latina tem o menor índice de suicidio

Lisandra Paraguassú, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2008 | 19h18

O Mapa da Violência na América Latina traz um dado novo e surpreendente: apesar de ter uma das taxas de suicídio mais baixas do mundo, as vítimas na região, ao contrário do resto do mundo, são jovens entre 15 e 24 anos. Entre os Países latino-americanos, o número de vítimas jovens chega a ultrapassar em 45% o número de suicidas não jovens (com menos de 15 anos ou mais de 24 anos), um fenômeno que acontece apenas nessa região. Entre os 10 Países do mundo onde se suicidam mais jovens que pessoas de outras faixas etárias, sete são na América Latina.   Veja também: O mapa da violência no Brasil  Brasil tem quinta maior taxa de homicídio juvenil, diz estudo América Latina tem maior taxa de homicídios do mundo   Na Nicarágua, o número de vítimas juvenis de suicídio chega a ser três vezes maior que na população em geral. Os números são semelhantes no Paraguai, Guatemala e Colômbia. As taxas só se invertem no Uruguai - que tem a maior taxa de suicídios da América Latina - República Dominicana e Cuba. No Brasil, são 20% a mais os suicídios de jovens que na população em geral.   Os números são surpreendentes porque não há nenhuma explicação hoje para isso. "Eu fui o primeiro a ficar surpreso. Confesso que não esperava e também não sei qual a explicação. Procurei estudos mas não encontrei nada sobre o tema", diz o autor do Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz.   Entre os 16 Países analisados, o suicídio entre jovens subiu em sete deles, incluindo o Brasil, que passou de uma taxa de 4 para cada 100 mil habitantes, em 2000, para 4,7 em 2005. Na Argentina, os casos de suicídio na população jovem aumentaram 110% entre 1994 e 2004, enquanto restante da população a taxa subiu apenas 9,3%.

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