Jovens ocupam prefeitura de Ilhéus por redução da tarifa

Um grupo de 60 jovens de um movimento chamado Reúne Ilhéus ocupa, desde a manhã desta terça-feira, 16, o Palácio Paranaguá, sede da Prefeitura do município, o maior do litoral sul da Bahia.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

17 de julho de 2013 | 16h18

Os manifestantes exigem a redução da tarifa de ônibus da cidade dos atuais R$ 2,40 para R$ 2,00 e o acesso aos documentos contábeis das duas empresas concessionárias do sistema (Viametro e São Miguel) para deixar o local.

A prefeitura chegou a recorrer à Justiça para tentar uma liminar de reintegração de posse do prédio, na noite de terça, mas o pedido foi negado pelo juiz plantonista, que alegou ter tido pouco tempo para estudar o caso. É esperada uma decisão favorável à prefeitura ainda nesta quarta-feira.

De acordo com uma nota distribuída pela administração pública, os manifestantes já receberam as planilhas de custos apresentadas pelas empresas, além de cópias dos contratos de concessão dos serviços. Os únicos documentos restantes, entre os reivindicados, os balancetes contábeis das empresas, já teriam sido solicitados pela Prefeitura.

A ocupação tem recebido o apoio de moradores da cidade. Eles levam alimentos e produtos de higiene aos manifestantes. Integrantes da Guarda Municipal acompanham a movimentação no interior do imóvel, para impedir depredação.

Servidores

A administração do prefeito Jabes Ribeiro (PP) também enfrenta, nesta quarta e quinta-feira, 18, uma paralisação geral dos servidores municipais. Eles pleiteiam reajustes salariais e reclamam não ter recebido propostas da prefeitura.

Segundo o secretário de Administração de Ilhéus, Ricardo Machado, não é possível prever reajustes antes de o município se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com ele, 70% do orçamento da cidade está atrelado ao pagamento de pessoa, quando a LRF prevê um máximo de 54%.

O prefeito aponta a queda de arrecadação como principal problema do município - e sinaliza com a demissão de servidores. "Meu único caminho seria demitir mais de 700 funcionários, mas estamos tentando evitar isso", afirma.

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