Juiz absolve suspeitos de seqüestrar jornalistas da Globo

Três acusados do seqüêstro de Guilherme Portanova são absolvidos por falta de provas

Elvis Pereira, Agencia Estado

25 Fevereiro 2008 | 20h38

O juiz Djalma Rubens Lofrano Filho, da 7ª Vara Criminal de São Paulo, absolveu no dia 18 três suspeitos de participar do seqüestro dos jornalistas Guilherme Portanova, repórter, e Alexandre Coelho Calado, cinegrafista, funcionários da Rede Globo de Televisão, em 2006. No despacho, Lofrano Filho afirmou que a ação penal proposta pelo Ministério Público (MP) era "improcedente, pois não foram reunidas nos autos provas de envolvimento dos acusados nos crimes que lhes foram imputados, com suficiência para amparar uma decisão condenatória". Ele considerou frágeis as provas apresentadas.A denúncia era contra Simone Barbaresco, Ivan Raymondi Barbosa e Anderson Luís de Jesus, detidos em janeiro de 2007. Em 5 de junho, a Justiça relaxou a prisão de Simone, Barbosa e Jesus por excesso de prazo na formação de culpa e concedeu alvarás de soltura. Segundo a denúncia, Barbosa teria planejado o seqüestro e contratado Jesus para executá-lo. Eles foram denunciados pelos crimes de extorsão mediante seqüestro, incêndio doloso, roubo e formação de quadrilha ou bando. Já Simone, denunciada somente por formação de quadrilha, foi apontada como responsável pela comunicação entre os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) presos e os integrantes da facção em liberdade, além de atuar como porta-voz da organização. Em 12 de agosto de 2006, pelo menos seis pessoas seqüestraram Portanova e Calado na Padaria União Fialense, na Cidade Monções, zona oeste da capital paulista. Os criminosos libertaram o cinegrafista pouco depois, nas imediações da sede da Rede Globo, com um DVD, gravado pelo PCC, no qual um homem exigia o fim Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no sistema penitenciário - dois dias depois, após a emissora veicular a mensagem, o repórter foi solto no Morumbi, zona sul.

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