Juiz encaminha caso dos militares para Justiça Federal

O juiz do 3º Tribunal do Júri do Rio, Sidney Rosa da Silva, declarou-se "incompetente" para julgar os 11 militares acusados de entregar três moradores do Morro da Providência a traficantes rivais do Morro da Mineira, há dez dias. De acordo com Silva, as ações dos militares "macularam os serviços do Exército brasileiro e afetaram a sua credibilidade", e por isso há interesse da União. Ele disse ainda que o crime aconteceu quando os militares se encontravam em serviço. Os autos do inquérito apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPE) serão remetidos amanhã para a Justiça Federal."Ora, se há um crime anterior em conexão, o qual já era de competência da Justiça Federal, e se o fato praticado acabou por trazer detrimento ao serviço, é de serem remetidos os autos àquela Justiça", afirmou Silva, em nota divulgada hoje pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Rio. O promotor do 3º Tribunal do Júri, Marcos Kac, disse que ainda analisará a decisão do juiz, que até hoje ele não havia recebido, para decidir qual medida tomará. Kac disse discordar da posição de Silva e considerar que o crime deve ser julgado na esfera estadual. O promotor do 3º Tribunal do Júri não ofereceu denúncia contra os militares.

TALITA FIGUEIREDO, ESPECIAL PARA AE, Agencia Estado

23 de junho de 2008 | 19h58

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