Juiz estuda entregar menor torturada a pais biológicos

O juiz Maurício Porfírio, do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, pode não dar a guarda da menor L.R.S., de 12 anos, aos pais biológicos dela, a diarista Joana D''Arc da Silva e o vendedor de salgados Lourenço Ferreira. "Ele (Porfírio) pediu-me para cuidar da L.R.S., ela ficará uma longa temporada no abrigo", afirmou a diretora do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Maria Cecília Machado, onde a menina mora com outras vítimas de violência física e sexual.L.R.S., por orientação do juiz, deve permanecer no Cevam até agosto. É quando Porfírio deverá decidir sobre a guarda, embora não esconda a intenção. "É melhor para ela (L.R.S.) ter outra família", disse o juiz. "Ela precisa de tranqüilidade e, no momento, é preciso saber se esse pai ou essa mãe terão condições de cuidar da menina; ela precisa voltar a uma vida normal", afirmou.

RUBENS SANTOS, ESPECIAL PARA AE, Agencia Estado

11 de abril de 2008 | 18h28

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