Juiz Federal prorroga prisão de presidente da Copervale

O juiz federal de Uberaba, Alexandre Henri Alves, decidiu, no início da noite de hoje, prorrogar por mais cinco dias a prisão temporária do presidente da Cooperativa Regional de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande Ltda. (Copervale), Luís Gualberto Ribeiro Ferreira. A justificativa para mantê-lo preso é para que ele não influencie nos novos depoimentos da fase de investigação da adulteração de leite longa vida integral (UHT). O delegado da Polícia Federal, Ricardo Ruiz da Silva, que está à frente da Operação Ouro Branco, também pediu a prorrogação da prisão temporária do químico Pedro Renato Borges, mas o juiz decidiu por libertá-lo. O juiz decidiu ainda liberar os outros três homens detidos, já que o prazo da temporária expiraria à meia-noite.No final da tarde, Romes Monteiro da Fonseca Júnior, responsável pela produção da Copervale, foi solto. Com a decisão judicial, os outros que seriam soltos são Luiz Ricardo Freire Rezende e José Afonso de Freitas, diretores da cooperativa, além de Afonso Antonio da Silva, responsável pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura. Segundo o advogado de Freitas, Gilberto Ferreira Ribeiro Júnior, uma oficial de Justiça iria cumprir o alvará de soltura ainda na noite de hoje, apesar de uma portaria do Estado de Minas Gerais, por medida de segurança, determinar que os alvarás sejam cumpridos apenas entre 9 e 18 horas. No começo da Operação Ouro Branco, na segunda-feira, 19 pessoas foram presas, sendo que 13 já haviam sido liberadas.

BRÁS HENRIQUE, Agencia Estado

26 de outubro de 2007 | 21h28

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