Juiz ordena que Abadía entregue US$ 40 milhões em 48 horas

Caso a determinação não seja cumprida, o traficante corre o risco de responder a um novo processo judicial

Anne Warth e Elizabeth Lopes, da Agência Estado,

17 de janeiro de 2008 | 21h14

Foi determinado pelo juiz da 6ª Vara Federal Criminal Especializada em Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e em Lavagem de Valores, Fausto Martin de Sanctis, nesta quinta-feira, 17, que o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia terá que entregar num prazo de 48 horas a quantia de US$ 40 milhões. Abadia havia prometido devolver o valor à Justiça, se fosse aceito seu pedido de delação premiada. Caso a determinação não seja cumprida, o traficante corre o risco de responder a um novo processo judicial por lavagem de dinheiro.   Veja também: Abadía oferece US$ 40 milhões por extradição. Juiz rejeita   O juiz ordenou também que a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo tome todas as providências necessárias para localizar o dinheiro e o conseqüente depósito junto ao Banco Central, além de ter decretado uma nova prisão preventiva do acusado. A prisão foi baseada na evidência de que o traficante comete reiteração criminosa, revelada pelo acusado por três vezes: diante da polícia, do Ministério Público Federal e da autoridade judicial. Para o juiz, Abadia mostra evidências de continuidade da atividade delitiva, "mesmo após o seqüestro de bens determinado pela Justiça em agosto de 2007, e mesmo após seu interrogatório judicial, no qual declarou não possuir patrimônio além daquela já de conhecimento das autoridades brasileiras". Esses fatos, na avaliação do juiz, "afetam a credibilidade do poder judiciário federal".    "Observou-se, destarte, que a confissão do fato revelou a intenção de prosseguir no comportamento de ocultação de bens às autoridades, que não podem, a despeito da alegada informação, de desejar colaborar com a Justiça, manterem-se inertes", diz Fausto Martin na ordem judicial. O juiz pede ainda que o Ministério Público Federal adote as providências necessárias diante da notícia de reiteração da conduta criminosa de lavagem de valores por parte do traficante, que deixou claro que o dinheiro deve estar ocultado em algum local do Brasil.  

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