Juiz tenta conciliação em disputa do Museu do Índio

O juiz federal de plantão Wilson José Witzel intimou a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) a enviar um representante para participar da audiência de conciliação que ocorre neste domingo na sede da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Estão presentes cerca de 20 índios retirados pela manhã do Museu do Índio, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

FELIPE WERNECK, Agência Estado

24 de março de 2013 | 13h04

A Justiça Federal chegou a emitir uma ordem de prisão contra os índios, que acabou sendo revogada, após negociação para a saída deles do local. "O motivo da audiência é fazer uma conciliação com a Funai para tentar uma solução amigável, ainda que provisória. Se não tiver, terei que dar uma decisão ainda hoje (domingo)", disse o juiz.

O índio Urutau Guajajara, de 53 anos, afirmou que o objetivo do grupo é obter a reintegração de posse do antigo Museu do Índio, ao lado do estádio do Maracanã, na zona Norte da cidade, de onde, segundo ele, foi retirado com truculência pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar na última sexta-feira. "A nossa pauta é única. Queremos a reintegração da Aldeia Maracanã", afirmou Guajajara.

Ele contou que o grupo foi na tarde de sábado para o Museu do Índio, em Botafogo, para tentar um diálogo com o presidente da instituição, José Carlos Levinha. Sem sucesso, eles ficaram no local até a madrugada de hoje.

Desde então, o grupo de indígenas ocupa o museu e se nega a aceitar a proposta do governo estadual de encaminhá-los a um terreno no bairro de Jacarepaguá. Os indígenas criticam as condições da área, uma ex-colônia para hansenianos, e disseram também repudiar a hospedagem oferecida pela Prefeitura do Rio, no Hotel Acolhedor, destinado ao pernoite de população de rua.

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