Julgamento dos Nardoni pode ocorrer em 2009, diz promotor

Francisco Cembranelli disse que está tranqüilo em relação a julgamento do pedido de habeas-corpus do casal

Camila Tuchlinski, especial para a Agência Estado

12 de maio de 2008 | 19h44

O promotor Francisco Cembranelli, que cuida do caso da morte da menina Isabella Nardoni, disse nesta segunda-feira, 12, que, embora espere rapidez no julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta denunciados pelo homicídio da criança, o julgamento poderá ocorrer em 2009. Veja também:Advogada da mãe de Isabella será assistente de acusaçãoDelegado pede que pai de Isabella seja transferidoJuiz deve decidir sobre habeas-corpus de pai e madrasta na 3ªAudiência da entrevista da mãe de Isabella não supera a do casalImagens da prisão do casal  Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella   "Eu acredito que o julgamento pode acontecer no ano que vem, por conta do grande número de recursos que a defesa tem. Eu não vou recorrer a nada, mas acredito que eles recorrerão o máximo possível enquanto tiverem direito", afirmou. Na sexta-feira passada, quando entraram com pedido de habeas-corpus para o casal, os advogados da defesa disseram que pretendem recorrer até a última instância pela liberdade para Alexandre e Anna Carolina. Sobre o julgamento do pedido de habeas-corpus, que deve ser decidido até esta terça-feira, Cembranelli afirmou que está tranqüilo. "Não vou perder meu sono, ou meus julgamentos, por conta da expectativa da liminar", afirmou, com a ressalva de que entende ser melhor que o casal permaneça preso. Ele também comentou o pedido da defesa de invalidar o despacho do juiz Maurício Fossen, que acatou integralmente a denúncia de Cembranelli e determinou a prisão preventiva do casal. "A defesa vai disparar tiros de míssil para nada", disse, explicando que mesmo que o desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, entenda que o despacho não era coerente, Fossen poderia redigi-lo novamente, mas a denúncia não seria invalidada. O promotor ainda comentou a entrevista da mãe da Isabella, Ana Carolina Oliveira, para o Fantástico, no domingo. "Foi uma entrevista muito triste. A Ana Carolina está passando por uma sucessão de datas que trazem uma lembrança viva de Isabella", afirmou Cembranelli, referindo-se ao Dia das Mães e aos aniversários de Isabella e da própria Ana Carolina.

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