Jurados devem decidir caso Kalume em Taubaté-SP

Após quatro dias de julgamento e cerca de 40 horas de debates, estava nas mãos dos jurados, na noite de hoje, a condenação ou absolvição dos três médicos acusados de terem retirado os rins de pacientes ainda vivos para usá-los em transplantes particulares em Taubaté (SP).

FERNANDA BASSETTE E JOÃO CARLOS DE FARIA, Agência Estado

20 Outubro 2011 | 21h09

O caso aconteceu na década de 1980 e ficou conhecido como Kalume em referência ao médico Roosevelt Sá Kalume, autor das denúncias e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté na época. Estão no banco dos réus os médicos Mariano Fiore Junior, Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas.

Desde as 15h40, os sete jurados - quatro mulheres e três homens - estavam reunidos na sala secreta para responder às 60 perguntas formuladas pela promotoria e pela defesa: 20 para cada um dos réus. A primeira delas questiona se as vítimas foram submetidas à extração dos rins sem a efetiva constatação de morte encefálica. Caso os jurados respondam "não", o réu é absolvido. Caso prevaleça o "sim", o juiz fará a pergunta seguinte. No intervalo após o fim dos debates, o clima entre os réus e familiares era de tranquilidade.

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