Júri de jovens do 'caso do maníaco' deve terminar nesta quinta

Eles foram absolvidos após a confissão do 'Maníaco de Guarulhos' e continuam negando o crime durante o júri

Bruno Tavares, de O Estado de S. Paulo,

20 Novembro 2008 | 08h33

Renato Correia de Brito, de 24 anos, Willian César de Brito Silva, de 28, e Wagner Conceição da Silva, de 25, acusados de matar Vanessa Batista de Freitas, voltaram a negar o crime, na quarta-feira, 19, no Tribunal do Júri de Guarulhos. Eles reiteram que foram torturados por policiais. Presos por mais de dois anos, foram soltos em setembro, após a confissão de Leandro Basílio Rodrigues, o Maníaco de Guarulhos, que agora nega a autoria, também alegando ter sido torturado. O julgamento deve terminar nesta quinta-feira, 20.   Veja também: Vídeo reforça dúvidas sobre o caso    Todas as notícias sobre o caso do maníaco    Renato afirmou que a versão do inquérito foi forjada por policiais locais. Disse não ter oferecido dinheiro aos PMs que o prenderam (segundo ele, os policiais pediram R$ 20 mil para liberá-lo) e jamais esteve no local em que o corpo foi encontrado. E afirmou que nunca confessou o assassinato da ex-namorada. "Fizeram eu assinar um monte de papéis, mas não me deixaram ler."   Willian e Wagner contaram que passaram por uma espécie de "tribunal do PCC" no CDP 1 de Guarulhos: presos teriam exigido que os advogados deles trouxessem o processo, que foi lido e cotejado com o que saía na imprensa. Ambos teriam sido inocentados por esse "júri".   O promotor Levy Emanuel Magno colocou em xeque os depoimentos de três testemunhas da defesa. Uma delas é sigilosa; as outras são Rodrigo Cavalcante de Melo e Emerson Ferreira da Silva. Eles têm até o final do julgamento para se retratarem; caso contrário, suas declarações serão submetidas aos jurados, que decidirão se mentiram ou não. Os três correm risco de serem processados por falso testemunho.   Cronologia   19/8/2006: Renato Correia de Brito, Willian César de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva são presos, acusados da morte de Vanessa Batista de Freitas, na noite anterior. Eles teriam confessado sob tortura   29/8/2008: Leandro Basílio Rodrigues, chamado pela polícia de Maníaco de Guarulhos, confessa o assassinato de Vanessa. Renato, Willian e Wagner são soltos cinco dias depois   18/9/2008: Rodrigues diz ao juiz Jayme Garcia dos Santos que confessou a morte de Vanessa sob tortura. Família da vítima crê que Renato, Willian e Wagner são culpados

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