Juros futuros caem e Bovespa sobe

Percepção de que Selic ficará por muitos meses em 8,75% aliviou taxas; Bolsa inverteu queda só no final do dia

Denise Abarca, Claudia Violante e Silvana Rocha, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2009 | 00h00

A avaliação de que o crescimento da economia brasileira em 2010, mesmo que seja robusto, não deve trazer pressões inflacionárias que exijam, ao menos em boa parte do próximo ano, aperto na política monetária trouxe alívio aos juros futuros ontem e as taxas cederam. A percepção de Selic estável em 8,75% por muitos meses foi acentuada a partir da avaliação da postura do diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, em reuniões com economistas no Rio e em São Paulo. O contrato de janeiro de 2011 terminou em 10,13%. A Bovespa realizou lucros em boa parte do dia, mas inverteu a queda no final, resgatando os 67 mil pontos. Fechou na máxima aos 67.317 pontos (+0,76%). Em Wall Street, as bolsas reduziram o recuo após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). No documento, as autoridades sinalizaram que a recuperação econômica continuará nos próximos meses e elevaram as projeções de crescimento dos EUA em 2010. Também afirmaram que a depreciação do dólar ocorreu de forma ordenada e que qualquer tendência de intensificação do movimento será monitorada. O dólar subiu 0,41%, a R$ 1,735 no balcão.

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