Justiça arquiva inquérito de suposto estupro na TV

O inquérito policial que investiga o modelo Daniel Echaniz, de 31 anos, por estupro de vulnerável durante o reality show Big Brother Brasil 12, da TV Globo, foi arquivado nesta terça-feira pela Justiça do Rio de Janeiro, que confirmou a decisão, mas não deu novas informações pois o processo está sob segredo.

ÍTALO REIS, Agência Estado

20 Março 2012 | 17h57

Segundo a Central Globo de Comunicação, o depoimento da estudante Monique Amin, de 23 anos, deu a entender para o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) que não houve crime. Com isso, cai também a proibição de o modelo sair do País e o passaporte dele será devolvido.

Os advogados de Daniel não foram encontrados para comentar a decisão. Já a mãe do rapaz, Maria Aparecida, demonstrando alívio, agradeceu Monique. "Não pelo o que ela falou, mas pela autenticidade dela, pela pessoa que ela demonstrou ser e pela maneira como agiu, mantendo sua palavra", afirmou.

A suspeita surgiu após uma festa no programa no dia 14 de janeiro, quando Daniel e Monique foram se deitar. Imagens transmitidas para assinantes do programa mostraram carícias entre os participantes debaixo do edredom, e os espectadores acusaram o modelo de ter molestado a estudante, que estaria desacordada pelo consumo de álcool.

A Polícia Civil do Rio abriu um registro de ocorrência para apurar o caso, e ouviu os dois participantes. Em seguida, a Globo anunciou a eliminação de Daniel do programa por infringir as regras, sem especificar quais. Monique deixou o programa no domingo, por decisão do público, e reiterou que as carícias foram consensuais.

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