Justiça chilena localiza ossadas de vítimas da ditadura

Fragmentos ósseos pertencem a 22 pessoas mortas durante o regime do general Pinochet.

Marcia Carmo, BBC

28 de novembro de 2007 | 21h00

A Justiça chilena informou nesta quarta-feira que foram localizados 295 fragmentos ósseos de 22 vítimas da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990) na região do Lago Rapel, a cerca de 30 quilômetros ao sul da capital, Santiago.Segundo o ministro da Corte de Apelações de São Miguel, Héctor Solís, responsável pela investigação, além dos fragmentos ósseos, foram encontradas outras "evidências" de que as vítimas desaparecidas foram mortas no mesmo local.Entre estas evidências, estão restos de roupas e alianças, entre outros objetos pessoais, e fuzis, revólveres e balas, segundo informações da rádio Cooperativa, de Santiago. O juíz determinou escavações no local depois de ouvir o depoimento de um sub-oficial aposentado do Exército, que teria integrado o grupo de militares que, em outubro de 1973, assassinou, de acordo com a imprensa chilena, presos políticos detidos na cidade de Paine. Os trabalhos de busca foram iniciados em setembro. "As características deste local nos permitem supor que aqui foi realizada a execução de pessoas", disse Solís, na época.Nesse período, o juíz contou com a ajuda de 25 especialistas, entre antropólogos, geólogos, botanicos e arqueólogos. Os fragmentos ósseos serão agora analisados pelo Instituto Médico Legal e os armamentos pelo Laboratório de Carabineros (força de segurança) do Chile. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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