Justiça condena advogada suspeita de ligação com PCC

A advogada Adriana Telini Pedro foi condenada a 12 anos e 8 meses de prisão pela Justiça de Franca, na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, por roubo, uso de arma de fogo e formação de quadrilha. Em 2005, ela foi flagrada em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça passando informações de seus clientes a criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A condenação se refere a um caso de roubo cometido contra um casal de vendedores de joias, em janeiro de 2008. Adriana está presa desde 20 de março.

BRÁS HENRIQUE, Agencia Estado

26 Junho 2009 | 13h58

Luciano dos Santos Gonçalves, namorado da advogada, foi condenado a 18 anos de cadeia. A decisão é do juiz Wagner Carvalho Lima, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Franca. O advogado de defesa de Adriana, Rui Engracia Garcia, disse que não conhece ainda os fundamentos da sentença - de quarta-feira -, mas assim que for intimado pela Justiça irá recorrer. Adriana ainda responde a outras ações, por tentativa de roubo e associação para o tráfico. Ela, que ficou foragida por mais de um ano, está detida no presídio de Santana, em São Paulo.

Em janeiro de 2008, Adriana atraiu ao seu escritório um comerciante e participou do roubo de joias, avaliadas em cerca de R$ 120 mil. O namorado dela e outros dois comparsas participaram do crime. O comerciante foi ferido. Adriana foi suspensa pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 3 de março do ano passado, quando saiu o seu mandado de prisão.

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