Justiça condena dois pela morte do empresário Lorenzetti

Seqüestro do empresário no interior de São Paulo ocorreu em junho de 2007; 3ª acusada aguarda julgamento

Simone Menocchi, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2008 | 18h05

Depois de um ano e meio da morte do empresário Matteo Lorenzetti, de 27 anos, a Justiça de São José dos Campos (SP) condenou dois dos envolvidos no crime. O jovem, de origem italiana, foi seqüestrado ao sair da empresa da família, na zona sul da cidade. Inicialmente os bandidos pediram R$ 200 mil pelo resgate, mas a família disse que naquele momento só dispunha de R$ 15 mil, que foram pagos. Como o rapaz não foi libertado, a Polícia Civil foi acionada e localizou o corpo numa estrada rural.   Rafael Morgilo, de 21 anos, ex-funcionário da empresa da família da vítima, é tido como o mentor do crime e chegou a trabalhar por seis meses na fábrica de embalagens de Lorenzetti. Ele pretendia usar o jovem para atrair o pai e abrir o cofre da empresa. Seu comparsa, Alex Sandro da Conceição, de 22 anos, porém, o teria chamado pelo sobrenome "Morgilo" na presença de Matteo, o que provocou a sentença de morte à queima-roupa, com um tiro na nuca. O crime foi cometido entre a noite do dia 21 e a madrugada do dia 22 de junho do ano passado.   A brutalidade do assassinato chocou até mesmo os policiais e teve grande repercussão em São José dos Campos, onde os pais de Matteo têm parentes e vieram da Itália na década de 80, quando ele tinha apenas sete anos. Rafael Morgilo foi condenado a 28 anos de prisão e seu comparsa cumprirá a pena de 24 anos. A sentença foi dada na terça-feira, 11.   Uma terceira suspeita, Camila Vasconcelos Franca, de 19 anos, aguarda julgamento presa no Rio de Janeiro. O namorado dela, Gabriel Freitas Batista, que também é suspeito de ajudar no assassinato, continua foragido. À imprensa, a mãe de Matteo, Beatriz Lorenzetti, declarou que espera que a polícia encontre o suspeito e que seja feita Justiça. Desde a morte do filho, ela colaborou com a polícia, ajudando a investigar o paradeiros dos criminosos.

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