Justiça condena ex-policial por morte de adolescente

Em julgamento que atravessou o dia e terminou somente na noite desta terça-feira, 9, o ex-policial militar Allan Carlos Oliveira Nogueira, de 33 anos, foi condenado a 24 anos de prisão pela morte de Edmar Lopes Júnior, de 15 anos, durante confusão em uma boate de Ribeirão Preto há quatro anos.

RENE MOREIRA, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 10h45

O condenado está preso desde a ocasião e deve agora ser transferido do Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, para o presídio de Tremembé (SP). Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado e o advogado de defesa, Paulo Galhardo, já adiantou que ingressará com recurso no Tribunal Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), na tentativa de reverter a decisão.

O ex-policial foi considerado culpado por homicídio doloso, pois, a juíza Maria Isabel Cristina dos Santos considerou que ele teve a intenção de matar. O réu, que estava atuando como segurança na boate, alega que atirou em legítima defesa, porque estaria no meio de uma briga. Também não teria disparado para o alto e sem a intenção de acertar o adolescente que morreu alvejado com um tiro na cabeça.

Frieza

A tese de tiro acidental, porém, não convenceu e a condenação foi de 24 anos de detenção em regime fechado. Para o promotor Marcos Túlio Nicolino, ele teve a intenção de matar e não ofereceu condições de defesa à vítima. Na sentença a juíza considerou que o réu agiu com "frieza emocional e insensibilidade ao disparar para o alto contra pessoas aglomeradas e atingir um adolescente com um tiro no nariz".

Familiares da vítima acompanharam o julgamento e se disseram aliviadas com a pena, considerada exagerada pela defesa.

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