Justiça condena homem que estaria morto em SP

Jair Francisco Manoel Júnior foi julgado por homicídio duplamente qualificado, na Vara do Júri de Ribeirão Preto (SP), pelo juiz José Roberto Bernardi Liberal, na segunda-feira, 30, e condenado a 30 anos de prisão em regime fechado. O mandado de prisão já foi expedido pela Justiça. O réu não compareceu ao julgamento. O advogado dele, nomeado pela Defensoria Pública, Luiz Carlos Martins Joaquim, revela o paradeiro do cliente: Cemitério da Saudade.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

02 Junho 2011 | 20h57

Segundo sua família, Manoel morreu em 2008, assassinado, em Goiânia, mas nenhum documento oficial foi apresentado à Justiça para comprovar essa versão. "Não tínhamos informação segura da morte dele, nem no cartório de registro civil de Goiânia, onde ele teria sido assassinado, nem no de Ribeirão Preto", diz o promotor criminal Luiz Henrique Pacini Costa, que atuou no caso. A certidão de óbito de Manoel não foi apresentada à Justiça, por isso o juiz manteve a data do julgamento. Sem prova oficial da morte do réu, o caso continua aberto.

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