Justiça condena rapaz que invadiu e-mail de ex-namorada

A Justiça condenou o ex-namorado de uma estudante de pedagogia a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais por invadir o correio eletrônico da moça após o fim do namoro. Em 2005, Dave Hasu Fan Wei, então com 21 anos, ficou revoltado com o término da relação que mantinha com Marina (o nome completo foi omitido a pedido da vítima e do advogado), de 19 anos, e decidiu se vingar. Como possuía a senha do e-mail da moça, Dave distribuiu aos contatos de Marina mensagens contando detalhes da vida íntima dela. As mensagens foram transmitidas em nome de Marina com a observação de que deveriam ser espalhadas pela internet. Para agravar, as mensagens continham o nome, endereço de moradia e telefone da garota. "Ele a enxovalhou, causando-lhe uma crise psicológica", disseram os advogados José Galhardo e Marisa Viegas de Macedo, que representam a estudante. De acordo com eles, por conta da situação, Marina contraiu anemia e teve de ser internada para fazer tratamento da doença. Segundo Galhardo, Juan já tinha sido condenado criminalmente por ter se apropriado da senha e invadido o correio eletrônico da ex-namorada. "O inquérito que tramitou na delegacia de investigações de crimes eletrônicos comprovou, por meio do IP (Protocolo de Internet) que as mensagens foram enviadas por ele, mas o pagamento de cestas básicas como punição para um crime desses é muito branda. Por isso, decidimos recorrer à esfera cível", disse. A decisão do pagamento de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais é da juíza da 25ª Vara Cível de São Paulo, Tonia Yuka Kôroku. Como se trata de decisão de primeira instância, os próprios advogados da estudante pretendem recorrer. Na ação, eles pediram R$ 95 mil por danos morais e materiais, mas decisão, baixada nesta semana, só concedeu a indenização por danos morais. "Entendemos que nossa cliente também foi prejudicada materialmente; afinal ela teve de ser internada e teve custos hospitalares; por isso, vamos recorrer", afirmou Galhardo. A reportagem não conseguiu localizar o advogado Maurício Huang Sheng Chihi, que defende Dave.

Agencia Estado,

06 Fevereiro 2007 | 18h17

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