Justiça de São Paulo condena falso médico a 27 anos de prisão

Ele era acusado de causar lesões graves em 19 pacientes atendidos entre 2005 e 2006, no interior do Estado

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo,

08 de abril de 2008 | 16h56

A Justiça Estadual condenou a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, o falso médico Alessandro Aparecido Marques Gonçalves, 32 anos, acusado de causar lesões graves em 19 pacientes atendidos por ele entre agosto de 2005 e janeiro de 2006, quando atuava como ortopedista em Lins, a 446 km de São Paulo, e cidades vizinhas. Gonçalves também é acusado de causar a morte do universitário Carlos Henrique Lima da Silva, de 18 anos, morto no réveillon de 2006, crime pelo qual ainda não foi julgado. Ele foi preso em fevereiro de 2006 quando trabalhava no Hospital Vasco da Gama, no Belenzinho, zona leste de São Paulo. Na ocasião, ele usava um registro no CRM de um outro médico. A juíza Ivana Márcia Paula e Silva, da 1ª Vara Criminal de Lins, diz na sentença que Gonçalves sabia dos riscos que estava causando às vítimas, que tiveram lesões graves, sendo que quatro delas sofreram debilidades permanentes de membro, sentido ou funções. A sentença, de 2 de abril, foi divulgada nesta terça-feira, 8. A punição ainda não teve início porque oficialmente Alessandro, que está preso, não foi comunicado. Seu advogado, Luiz Henrique Andrade Caetano, não foi localizado para falar sobre o assunto e dizer se vai recorrer da sentença.

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