Justiça de SP condena dupla por bomba em Parada Gay

A Justiça de São Paulo condenou dois homens pelo atentado a bomba que feriu mais de 13 pessoas que participaram da 13ª Parada do orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), em junho do ano passado, em São Paulo. Rodrigo Alcântara de Leonardo, de 24 anos, e Guilherme Witiuk Ferreira de Carvalho, de 20 anos, foram condenados na sexta-feira (17) a dois anos de prisão em regime fechado por associação criminosa. Eles são integrantes do grupo neonazista "Impacto Hooligan", que pratica crimes violentos contra homossexuais e punks.

PRISCILA TRINDADE, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 11h39

O bando jogou o artefato no dia 14 de junho de 2009, por volta das 21h40, na Avenida Vieira de Carvalho, esquina com a Rua Vitória. O ataque foi planejado pelo grupo. O juiz Luiz Raphael Nardy Valdez, da 29ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, entendeu que os réus, juntamente com outras sete pessoas, associaram-se em quadrilha ou bando armado, no primeiro semestre de 2008. Durante as investigações, a polícia apreendeu na casa de Guilherme sete cartas endereçadas a ele e uma que ele escreveu para Rodrigo, que já estava detido por outros crimes. As cartas confirmam o planejamento do crime.

"Fica clara a simbologia utilizada pelos integrantes do bando, especialmente os numerais 88 e 98. Conforme demonstrado nos autos de inquérito e confirmado pelos adolescentes membros da quadrilha, os números se referem à localização da primeira letra das palavras no alfabeto. Especificamente, 88 refere-se a HH, que por sua vez indica a saudação nazista "Heil Hitler", enquanto 98 se refere a IH, que tem o significado óbvio de Impacto Hooligan. Vale ressaltar que Guilherme, como confirmado em audiência, ostenta o numeral 98 tatuado em seu corpo", disse o magistrado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.